quinta-feira, 16 de julho de 2015

o nada é concreto?

escrevo sobre o nada. mas o que é o nada? talvez o nada seja o mais concreto, pois você tem certeza que o nada é zero e zero vai ser sempre zero.
escrevo sobre o que não existe.
quando escrevo sobre o amor, eu escrevo sobre o nada. eu nunca amei e nunca fui amada, mas escrevo pois imagino e a minha imaginação talvez seja melhor do que o amor real.
imagino que encostar na pele do amado é sentir os arrepios mais profundos, como que num salto a muitos metros do chão

creio que fazer cafuné no cabelo dele é sereno como a sombra de um sol de quarenta graus
e quarenta graus é como me sinto quando os beijos avançam pelo meu pescoço e eu só quero me refrescar nos teus lábios
e depois sentir os quarenta graus de novo, quando você delicadamente passa mão sobre meu corpo.

e voltamos ao momento em que teus olhos  viram passaporte pra outro mundo
e eu não me canso
eu não me canso de viajar em ti
e te descobrir mais e mais a cada dia.

baby,
tua pele é poesia tocável.

baby, você não existe, não agora, mas quem sabe em um futuro próximo?
talvez o zero possa virar um.

Um comentário:

  1. Escrever sobre o nada é escrever sobre algo, não deixa de ser um tema que faz fluir a vontade de escrever. Beijos

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